Certo dia, em uma conversa de bar, um grande professor me disse que existem dois tipos de estudantes ou profissionais, do ponto de vista daquilo que os estimula a aprimorar e a crescer ainda mais: os filhos da crítica e os filhos do elogio. Em resumo, há aqueles que vêem na crítica um desafio, um pontapé que os faz correr atrás do prejuízo; e existem aqueles que, ao serem elogiados, esforçam-se ainda mais para manter o bom padrão.
Pois bem. É lógico que os dois cenários se misturam, e que tanto a crítica quanto o elogio são necessários para uma boa formação cidadã, intelectual, moral e afins. Ninguém vive somente de um ou de outro. No entanto, me parece que a análise carrega sim um pouco de verdade – ao menos eu consigo me enquadrar facilmente em uma das categorias.
Sou assumidamente uma filha do elogio. Quando sinto que é genuíno, e não um cacoete (pois nada pior do que uma palavra vazia) , logo me encho de planos e projetos. Hoje, por exemplo, recebi um comentário bom e inesperado sobre meu texto. Pronto, motivo para recuperar a ânsia pela escrita, planejar um novo blog inteirinho (temático, quem sabe?), uma crônica ou melhor: um livro! Por que não?
Mas um aspecto que meu professor esqueceu de incluir na equação é a autocrítica. Nayara, você não consegue atualizar nem esse blog com uma certa decência, e ainda tem muito a aprender. Vamos sonhar com o pé no chão, vamos?